quarta-feira, 24 de julho de 2013

Amantes imanentes.

Há muito tempo atrás,
nas tavernas ou no convés
Nos rastros da lua em um negro oceano...
A bebida os alegra
e os jogos começam
Ela se entregava no sentimento,
seus trejeitos e gestos, o enfeitiçava
jogava seu charme, a sedução
Os olhos o chamam
Então o desejo nele crescia
Assim eles em fervor, no toque
O dia não chega, nada termina
No ensejo de um  sentimento puro
que cresceu após o tempo
Mas o tempo não passou
Não havia tempo, não há
E para serem iguais apenas lhe faltavam a morte.
Mas quem  disse que a morte é um fim,
Se tudo que nos evolui, não acaba
como aquele sentimento.
Ani Lorac e Clair.


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